
Caras/os companheiras/os,
Estamos ajudando na divulgação do ato de apoio à Casa de Parto David Capistrano Filho. A única Casa de Parto do Rio de Janeiro foi FECHADA e precisa da nossa ajuda, O abraço à Casa de Parto será dia 9 de junho (terça-feira), às 10 horas, na Casa Parto, av. Pontalina, s/n, Realengo - RJ. Também divulgaremos outra passeata que acontecerá este domingo, dia 14/06, no Leme.
Contamos com a ajuda de vocês para que não seja fechada a única casa de parto do Rio de Janeiro!
Por favor, divulgue essa campanha no seu blog/site e assine também o abaixo-assinado!
Basta clicar no banner acima e voc6e estará sendo redirecionado para o abaixo-assinado.
07/06/09
Abaixo Assinado pela da Casa de Parto do RJ
Postado por Mireillie Jandorno às 22:30 0 comentários
20/05/09
Hospitais violam direito a acompanhante durante o parto
FLÁVIA MANTOVANI
da Folha de S.Paulo
Quatro anos após entrar em vigor a lei que garante à mulher o direito de ter um acompanhante no parto, vários hospitais brasileiros ainda negam essa possibilidade às gestantes.
Saiba mais sobre maternidade e infância
A lei, válida para todo o país, afirma que os serviços ligados ao SUS são obrigados a permitir a presença de um acompanhante -indicado pela parturiente- em todo o período de trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
| Eduardo Knapp/Folha Imagem |
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| Sydharta Cavalcanti teve Luana no hospital Beneficência Portuguesa, que não permitiu a entrada do marido, Anderson Sousa |
Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e o Ministério da Saúde, a regra inclui partos via convênio médico e do setor privado. Há um ano, uma resolução da Anvisa reforçou esse direito.
Na prática, não é o que acontece. A pedagoga Thaís Stella, 32, é uma das que tiveram o filho sozinha contra a vontade. Seu marido, Antonio Araújo, 32, foi com ela ao Hospital Sorocabana, em São Paulo, mas teve que ficar na recepção. "Parecia que eu ia ser presa. Tive que entregar tudo, até meus óculos. Tenho oito graus de miopia, nem consegui ver meu filho quando ele nasceu."
Antonio só ficou sabendo do que estava acontecendo depois que João nasceu, assim como os outros pais presentes, conta Thaís. Só pôde ver a mulher e o filho na tarde seguinte, no horário de visitas.
Quando terminou o horário de visitas, Thaís "implorou" ao marido que não saísse. "Estava me recuperando de uma cesárea, com dor, lutando para amamentar. Não conseguia cuidar bem do meu filho."
Ele chegou com a lei do acompanhante impressa e disse que não sairia de lá. Após muita resistência, segundo Thaís, acabou ficando --e a outra paciente que dividia o quarto com ela pediu ao marido que voltasse e ficasse também.
"Deu para ver que era uma prática comum lá. Eles não têm nem cadeiras para os acompanhantes", diz a pedagoga, que ainda não obteve resposta para a reclamação que fez na ouvidoria do hospital.
Benefícios à saúde
Pesquisas sugerem que diversos indicadores melhoram com a presença do acompanhante no parto: a mulher sente menos dor, o bebê nasce em menos tempo e mais saudável, diminuem os índices de cesáreas e de depressão pós-parto e há três vezes menos chance de morte materna.
"O cidadão brasileiro já nasce com seu direito desrespeitado. É um vexame", diz Simone Diniz, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo).
Em uma pesquisa com 1.673 mulheres que tiveram filho pela rede pública, ela constatou que quase todas querem ter um acompanhante e que muitas sabem da lei. "Elas não exigem porque têm medo de retaliação, de serem mais maltratadas."
Diniz diz que, mesmo quando o parto é de risco, o acompanhante não atrapalha o médico. "E, para o bem-estar da mulher, é melhor que ela tenha alguém em quem confia do seu lado."
Hospitais afirmam que, como há várias mulheres por quarto, a presença de um acompanhante do sexo masculino pode atrapalhar a privacidade das pacientes.
Mas, segundo Lena Peres, coordenadora da área de saúde da mulher do Ministério da Saúde, um levantamento em um grande hospital mostrou que, em 10 mil partos, só houve três problemas com o acompanhante. "A lei é contundente: o hospital tem que oferecer essa possibilidade à mulher."
Ela diz que foi dado um prazo de seis meses para que os serviços se adaptassem e que o Ministério tem recursos para ações como colocação de biombos, cortinas e poltronas.
Marta Oliveira, gerente-geral técnico-assistencial de produtos da ANS, diz que, se a enfermaria não comportar o acompanhante, o hospital deverá se organizar para fazer isso.
No caso dos planos de saúde, é obrigatório deixar o acompanhante com a mulher no mínimo por 24 horas após o parto. Para o SUS, não há período definido -mas, segundo Peres, dura todo o tempo de recuperação da mãe. "Pai não é visita."
Não foi o que aconteceu com a administradora Sydharta Cavalcanti, 33, que teve sua filha, Luana, hoje com um ano e dez meses, no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo. Além de não permitirem que seu marido ficasse com ela no pré-parto e no nascimento, ele só pôde vê-las horas depois, no período de visitas.
"Era um sonho dele estar lá. Ele pediu, mas achou que no SUS não havia esse direito. O parto não foi mais mágico porque ele não estava", diz ela.
Outro lado
O Hospital Beneficência Portuguesa afirmou que não impede a presença de acompanhante no parto e que os casos encontrados pela Folha são isolados.
A reportagem telefonou para o estabelecimento duas vezes e foi informada, pelos atendentes, de que não é permitida a presença de acompanhante. Segundo a nota enviada, a informação passada não condiz com o procedimento do hospital.
Ângelo Badia, vice-presidente médico do Hospital Santa Marina, diz que a taxa cobrada cobre custos de roupas cirúrgicas e máscaras descartáveis.
Segundo ele, os planos de saúde não cobrem esse custo, a taxa é uma das mais baixas entre hospitais de São Paulo e a paciente é avisada sobre ela antecipadamente.
Procurado pela Folha, o Hospital Sorocabana não se manifestou.
Só abrindo aqui um espaço, isso nãoa contece apenas em SP, isso vem acontecendo em todo o Brasil, mulheres vem sendo desrespeitadas no momento mais impotante de suas vidas, o nascimento de seus filhos.
Isso precisa parar, os profissionais e hospitais envolvidos tem de ser punidos.
Postado por Mireillie Jandorno às 10:50 0 comentários
08/05/09
Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento 2009:
a gente apóia essa idéia!
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIAS
Por uma nova forma de gerar, parir e nascer!
De 11 a 17 de maio diversos países estarão comemorando a Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento (SMRN). Para marcar a data no Brasil, a Rede Parto do Princípio (www.partodoprincipio.com.br) realiza uma exposição nacional com fotos em preto e branco de mulheres brasileiras no momento do nascimento de seus filhos. A exposição acontece simultaneamente em várias cidades do país e tem como objetivo incentivar o vínculo afetivo entre mãe e filho, a amamentação na primeira hora de vida e o parto humanizado. Em alguns municípios a exposição começa mais cedo, em comemoração ao Dia das Mães ou estende-se por mais tempo. (Confira abaixo a relação de locais e datas).
A Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento (www.smar.info ), iniciativa da Associação Francófona pelo Parto Respeitoso ("Alliance Francophone pour l'Accouchement Respecté" - www.afar.info) é celebrada anualmente, desde 2004, durante o mês de maio em diversos países.
Este ano, a campanha aborda O aumento da taxa de cesarianas no mundo com o slogan Diga não à cesárea desnecessária!
A Parto do Princípio é uma rede de mulheres, consumidoras e usuárias do sistema de saúde brasileiro, que oferece informações sobre gestação, parto e nascimento baseadas em evidências científicas e recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). Conta hoje com mais de 300 pessoas trabalhando voluntariamente, em 16 estados e no Distrito Federal, na divulgação dos benefícios do parto ativo.
Para a Parto do Princípio, a Semana Mundial pelo Respeito ao Nascimento é uma ocasião para reafirmar publicamente que a reprodução humana é um fato social em primeiro lugar; que a mudança é possível e que nunca é tarde para que os profissionais e os estabelecimentos médicos revejam suas práticas.
Para a realização da Exposição, a Rede contou com o apoio do Guia do Bebê (www.guiadobebe.com.br).
Os riscos da cesariana
No Brasil, 79,7% dos partos no setor privado1 são cesarianas, em sua maioria eletivas – realizadas antes do trabalho de parto – o que claramente revela o desconhecimento da população acerca dos riscos intrínsecos à realização desta cirurgia.
Mesmo no setor público, as taxas 27,5% de cesariana atingem praticamente o dobro do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, que é de 15%. Entretanto, este excesso de cirurgias cesarianas não reflete em melhores resultados maternos e neonatais, visto que o Brasil, desde a inclusão da “cultura da cesárea” não apresenta redução nos seus altos índices de mortalidade materna (75 mulheres a cada 100 mil nascido vivos), segundo a conceituação da OMS (que aceita um índice de 20 mortes maternas a cada 100 mil nascidos vivos).
É necessário que a sociedade se mobilize divulgando ações e disseminando informações acerca deste tema, para que nossas mulheres e crianças não sejam submetidas a riscos aumentados – na maioria das vezes, desnecessários – em um momento que deveria ser de tranquilidade, intimidade e segurança.
ALGUNS RISCOS DA CESARIANA
Para a Mãe
Maior risco de Morte Materna em decorrência da cirurgia (2,8% maior na cesariana eletiva quando comparada ao parto vaginal)
Maior risco de Histerectomia – retirada dos órgãos reprodutivos
Maior probabilidade de Internação Prolongada
Maior chance de desenvolver Infecção
Risco aumentado de Depressão Pós-Parto
Dor generalizada ou no local da cirurgia
Risco de criação de Coágulos Sanguíneos e Trombose
Corte Cirúrgico Acidental em outros órgãos
Obstrução Intestinal
Contato Tardio com a mãe
Corte Cirúrgico acidental
Maior probabilidade de Fracasso no Aleitamento Materno
Maior dificuldade para estabelecer o Vínculo Afetivo
Desconforto Respiratório por iatrogenia – interferência médica no processo natural
Maior possibilidade de desenvolver Asma
Para Gestações Futuras
Aumento das taxas de Infertilidade
Maior possibilidade de Gravidez Ectópica
Maior possibilidade de Placenta Prévia
Riscos aumentados de Ruptura Uterina
Dor abdominal decorrente de Aderências – outros órgãos aderem à cicatriz cirúrgica
Descolamento Prematuro de placenta
Veja abaixo os locais das exposições já confirmadas:
Bauru – SP
Contato: Celma – (14) 3011-0077 celmapsid@ig.com.brSENAC - a partir de 13 de maio
Belém - PA
Contato: Thayssa (91) 8884.0209 – thayssa.rocha@partodoprincipio.com.br
Laboratório Beneficente de Belém www.lbb.com.br – de 11 a 16 de maio (exposição de fotos)
Restaurante D. Giuseppe – de 08 a 16 de maio (exposição virtual de fotos)
Praça Batista Campos – 17 de maio (exposição de fotos e caminhada de encerramento às 9h)
Belo Horizonte - MG
Contato: Pollyana (31) 9312-7399- polly@partodoprincipio.com.br
PUC Minas Barreiro – a partir de 12 de maio (exposição de fotos) durante a III Semana da Enfermagem
Brasília - DF
Contato: Clarissa (61) 3201-0069 e 8139-0099 - clarissa@partodoprincipio.com.br
Shopping Páteo Brasil – 09 de maio – conversa com as mulheres sobre riscos das cesarianas
Associação Vivendo e Aprendendo – de 11 a 15 de maio
Centro Cultural de Brasília – 16 e 17 de maio
Curitiba- PR
Contato: Patrícia (41) 3336-1939 e 9113-6364 – patricia@partodoprincipio.com.br
Estúdio MM Áudio – a partir de 09 de maio
Garanhuns – PE
Contato: Juliana (87) 9104-5381 – juliana_coelho_ferra@hotmail.com ou Ilza (87) 9122-1775 – ilza_rafa@hotmail.com
Livraria Casa Café – de 11 a 19 de maio
Juiz de Fora – MG
Contato: Soraya (32) 3226-2461 e 8838-3072 – smperobelli@gmail.com Centro de Diagnósticos CEDIMAGEM – de 11 a 17 de maio (exposição de fotos)
Maringá - PR
Contato: Patrícia (44)3025-3219 e 9927-7298 - patimerlin@partodoprincipio.com.br
Cliniprev – de 11 a 17 de maio (exposição de fotos)
Porto Alegre - RS
Contato: Alessandra (51)3028-8728 e 9685-2114 –alessandrakrause@partodoprincipio.com.br e Maria José (51) 91236136
Centro Cultural CEEE Érico Veríssimo- www.cccev.com.br - de 11 a 16 de maio (Exposição de fotos)
Parque de Redenção – dia 16 de maio - Tenda com exposição de fotos e caminhada com grávidas e mães/pais com filhos.
Rio de Janeiro – RJ
Contato: Denise (21) 2222-6658 e 9797-1602 – denise@partodoprincipio.com.br
Livraria Largo das Letras – de 12 a 17 de maio
São Bernardo do Campo - SP
Contato: Denise (11) 9383-4429 – denise.niy@uol.com.br
Bruxa Banguela Rock Bar – Lançamento do livro Lembranças fecundas: meu diário afetivo da gravidez”, de Denise Yoshie Niy
São Paulo - SP
Contato: Roberta (11) 8208-2119 - roberta@partodoprincipio.com.br
Continental Shopping – de 08 a 27 de maio (exposição de fotos)
Faculdade de Saúde Pública – a partir de 11 de maio (exposição de fotos)
Postado por Mireillie Jandorno às 11:05 0 comentários
15/09/08
18ª Edição do Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes debate a Simplicidade Voluntária e o Direito de Escolha
Vida Simples ou Simplicidade Voluntária é um estilo de vida em que o indivíduo escolhe de forma consciente minimizar a preocupação com o "quanto mais melhor", em termos de consumo. Isso implica numa vida mais simples em prol da qualidade, o que não siginifica uma opção pela pobreza, mas sim, pela riqueza do melhor aproveitamento do tempo, da natureza, dos bens de consumo, de todo recurso, material ou não, que cerca a vida de uma pessoa. Implica também no desenvolvimento de mais autonomia, determinação e liberdade, ou seja, maior responsabilidade sobre a própria vida. Considerando a atual corrida pelo consumo, a Simplicidade Voluntária tornou-se uma necessidade da era moderna¹.
Alinhado a este movimento político surgido há algumas décadas, o 18º Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes traz este assunto à baila, focalizando, é claro, a simplicidade do nascimento do mamífero humano e os fenômenos que o circundam. De 14 a 16 de novembro, o Rio de Janeiro será palco deste evento, forte referência no Brasil e um dos mais importantes do gênero na América Latina, no Auditório Vera Janacopoulos, na UniRio – na ocasião também haverá a 16ª Plenária da ReHuNa e o 6º Encontro Nacional de Doulas. Promovido pelo Instituto de Yoga e Terapias Aurora e coordenado pela professora de Yoga Fadynha², o 18º Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes – aberto ao público e não restrito aos profissionais de saúde – congrega profissionais de grande porte (nacionais e internacionais) e demais pessoas interessadas em discutir e debater assuntos relacionados ao parto e ao nascimento.
O tema Simplicidade Voluntária está em consonância com as campanhas empreendidas pelo Ministério da Saúde em prol do parto natural, uma vez que se busca diminuir para 15% (conforme recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS)) o índice de cesarianas, incluindo hospitais públicos e particulares. A simplicidade está em evitar ao máximo os procedimentos obstétricos desnecessários, deixando as intervenções para quando forem fundamentais, ou seja, em situações de patologia e emergência. Além disso, a mulher saudável deve ter assegurado o direito de parir seu bebê naturalmente, realizando-se na natureza de seu feminino e de forma segura e saudável. A Simplicidade Voluntária também está na amamentação: pra quê render-se aos apelos da moda, da mídia e da indústria alimentícia se o melhor leite para o bebê está no seio de sua mãe? O leite materno, além da blindagem de doenças, modifica sua composição, a cada mamada, conforme a criança necessita, fenômeno que não se acontece com o leite em pó. Outro ponto pertinente nessa discussão é o consumismo que leva as grávidas comprar, comprar e comprar na insegurança de não ter o suficiente para o neném. Raciocinando neste sentido, entra em cena o segundo tema do encontro deste ano: o Direito de Escolha.Este tem a ver com autonomia e liberdade para tomar as melhores decisões para si e está ligado ao direito de decidir como e onde parir – no hospital, em casa de parto, em domicílio, de cócoras, de joelho, de pé, de lado etc – , com quem parir – parteira, obstetra, acompanhada do marido, da mãe, da doula etc – e que procedimentos deseja para si e para seu bebê. Para fazer valer o Direito de Escolha existe uma valiosaferramenta: a informação. Informar-se sobre essas questões facilita em muito as escolhas do casal, antes do nascimento de seu bebê, e reduz estresse próximo ao parto.
A programação do 18º Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes oferece mesas redondas, palestras e atividades paralelas. Logo no primeiro dia, a mesa de abertura é Considerações sobre as Práticas Obstétricas na Assistência ao Trabalho de Parto e Nascimento no Brasil à Luz da Simplicidade e conta com as participações de representantes do Ministério da Saúde, das Secretarias Estadual e Municipal de Saúde, da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (ABENFO), da Agência Nacional de Saúde (ANS) e da Rede pela Humanização do Parto e do Nascimento (ReHuNa). A segunda mesa traz o tema Da Concepção ao Parto: Gestação Consciente e sua Repercussão por toda a Vida. No segundo dia, a mesa Maternidade Responsável: Preparando as Mudanças de Paradigma com Suavidade e sem Demora pode ser particularmente interessante para as gestantes ou mães que pretendem uma nova gravidez mais tranqüila. Já a quinta mesa aborda um tema ainda tabu: Parto Não Hospitalar: Riscos e Responsabilidades, uma excelente oportunidade para informar-se sobre este tipo de parto e para compreender seu porquê. A mesa O Consumo como uma Forma de Doença: seu Impacto no Cotidiano das Famílias, das Futuras Gerações e do Meio-Ambiente pode ajudar os pais a elucidar questões relativas à educação de seus filhos. Sobre o Direito de Escolha, o último inclui as mesas O Direito à Informação e o Exercício da Cidadania na Gestação e no Parto: uma Mudança na Vida Pessoal e Comunitária e Direito de Escolha Informada: Pelo Bom Parto. O programa do encontro oferece também outras mesas redondas, palestras, exibição de filmes e, de quebra, um fino buffet vegetariano comandado pela chef Michele Maia.
“A Simplicidade é o mais alto grau de sofisticação”
Leonardo da Vinci
¹ Fontes: Wikipwdia e simplicidade.net.
² Pesquisadora do Yoga desde 1975, Fadynha desenvolveu método próprio de Yoga para gravidez e pós-parto. Em 1978 introduziu no Brasil a Shantala, massagem oriental para bebês. Pioneira na preparação, incentivo e divulgação do parto natural, de cócoras e domiciliar, Fadynha orienta e prepara grupos de casais grávidos e, como doula, já acompanhou centenas de partos domiciliares, hospitalares e não-hospitalares onde dá assistência à grávida no trabalho de parto. Membro-fundador da Rede Nacional do Parto Humanizado (ReHuNa), Fadynha é autora dos livros Meditações para Gestantes, Yoga para Gestantes e A Doula no Parto, o primeiro livro de doulas no Brasil.
CLIQUE AQUI E FAÇA SUA INSCRIÇÃO
18º Encontro Nacional de Gestação e Parto Natural Conscientes
Nascimento na Luz da Simplicidade
De 14 a 16 de Novembro de 2008
Local: Auditório Vera Janacopoulos – UniRio
Endereço: Avenida Pasteur, 296 – Urca – Rio de Janeiro
Inscrições: R$ 120 (até 29/08) . R$ 140 (até 01/10) . R$ 160 (até 30/10)
R$ 180 (após 30/10 e nos dias do evento)
Informações sobre inscrições: (21) 2205-1570 . (21) 2556-2455 (telefax)
ou pelo e-mail info@institutoaurora.com.br com (com Rebecca Ramos)
Outras informações: Rebecca Ramos (8102-8609 e 3079-4404)
Quem somos
E o que você encontra neste site
O Parto Natural dedica-se ao estudo, divulgação e desenvolvimento de técnicas do parto humanizado. Neste site você encontra informações sobre os tipos de partos mais comuns, sobre os cursos e encontros promovidos por nós, publicações, artigos científicos, curiosidades e material multimidia.
Estamos trabalhando na construção do site. Os links riscados não estão ativos, mas serão disponibilizados assim que possível.
Telefones
2205-1570, 2556-2455 - Instituto Aurora
Emails
info@institutoaurora.com.br
www.institutoaurora.com.br
Postado por Mireillie Jandorno às 11:43 0 comentários
08/08/08
O Parto Ativo
O Parto Ativo
O conceito de Parto Ativo foi desenvolvido pela educadora perinatal Janet Balaskas, na Inglaterra. Parto Ativo significa que a mulher é quem faz o seu bebê nascer. Não é o médico quem faz o parto. Não é a parteira quem faz o parto. É a mulher, seu corpo, sua mente e sua alma. Claro que não existe Parto Ativo sem uma equipe que aceite neutralizar sua participação em favor do protagonismo da gestante. Portanto para um parto verdadeiramente ativo é necessário uma mulher ativa, um acompanhante (o pai do bebê ou outro por ela escolhido), um bebê e alguém que fique ao lado apenas verificando se tudo está bem, sem intervir no processo natural do nascimento.
O corpo da mulher já vem preparado para o parto, e até mesmo mulheres em coma conseguem ter partos normais. Sedentárias, ginastas, ativas, magras, gordas, altas ou magras, todas as mulheres têm a capacidade inata de permitir que o bebê viva, se desenvolva e nasça através de seu corpo. No entanto o parto é um processo dinâmico, no qual o bebê faz uma série de movimentos através da pelve, até que possa sair para a luz. Ele desce, insinua seu crânio pela bacia pélvica, dobra o pescoço, gira, colabora. Enquanto isso a mãe se move, anda, muda de posição, pende apoiada pelo companheiro, acocora, deita. Como quando tentamos tirar um anel justo do dedo, só o movimento é que permite que um deslize ao redor do outro.
Se permitimos que a mulher adote todas as posições que lhe parecem confortáveis, se possibilitamos a liberdade de movimento e ações, se o ambiente do parto for propício para essa liberdade, mãe e bebê encontrarão a fórmula para a travessia que eles têm que fazer. Por isso é fundamental que no ambiente do parto sejam oferecidos os elementos fundamentais para um parto ativo:
- Privacidade: se a mulher não tiver privacidade, ela fica tolhida em sua liberdade e deixa de se movimentar de acordo com sua vontade.
- Opções à cama: deitar é em geral a última coisa que uma mulher quer fazer em trabalho de parto, de forma que ela precisa ter opções como a bola suíça, cavalinho, banqueta de parto, almofadas, cadeira, poltrona, etc...
- Equipe: é importante que as mulheres sejam acompanhadas por pessoas que estejam acostumadas ao conceito de parto ativo, como as doulas, enfermeiras obstetras e médicos obstetras motivados e seguros em relação ao parto natural.
- Recursos não farmacológicos para a dor do parto: sendo o parto um processo lento e muitas vezes doloroso (especialmente no pico das contrações), é fundamental que a mulher possa ter à mão os recursos para lidar com essa dor, como chuveiro, banheira, bolsa de água quente, chás e o que mais for possível dentro do contexto.
- Prioridade para o parto natural: para que a mulher se sinta no controle da situação, ela precisa vivenciar o processo da forma como a natureza propôs, ou seja, sem o artifício do jejum, da ruptura artificial da bolsa das águas, do uso de soro com hormônio (ocitocina), forças dirigidas, etc...
Dentro dessa filosofia de atenção ao parto, os procedimentos médicos são destinados apenas às situações especiais, que não deveriam superar uma pequena porcentagem do total de mulheres saudáveis. O parto sempre será um processo normal e natural, para o qual as mulheres continuam estando preparadas, independente de não lavarem mais roupas à beira do rio acocoradas. Basta que deixemos as grávidas em paz e que lhes ofereçamos o mínimo necessário para o conforto, e elas saberão o que fazer.
Se você está grávida e deseja ter um Parto Ativo, leia, pesquise, pergunte, questione seu médico, questione a maternidade onde vai ter seu bebê, faça um plano de parto, procure um grupo de apoio, faça seu acompanhante entender a importância desse processo para você e seu bebê. Não entregue o seu corpo, seu bebê e seu parto nas mãos de outros. Eles lhe pertencem.
Ana Cristina DuarteDoula e Educadora Perinatal
www.partodoprincipio.com.br
Fonte: Guia do Bebê
Postado por Mireillie Jandorno às 15:54 0 comentários
28/07/08
Parto Orgásmico
As conquistas recentes neste campo abriram as portas para a discussão da sexualidade da «nova mulher pós-pílula» e, como conseqüência, emergiu o debate do parto como parte da vida sexual de qualquer mulher. A partir deste momento, em meados dos anos 80, inúmeros investigadores se entregaram ao estudo das características psicológicas, afetivas, emocionais e hormonais relativas ao nascimento e se depararam com constatações no mínimo inquietantes: havia uma similaridade impressionante entre parto e atividade sexual em todos os aspectos analisados. A mesma perda cognitiva, o mesmo apagamento neocortical, a mesma necessidade de privacidade, a mesma confluência circulatória para os genitais e as mesmas hormonas envolvidas.
A ocitocina surgia como a hormona chave para a compreensão do fenómeno do parto. Michel Odent, médico francês radicado em Londres chama-lhe «a hormona do amor», porque está presente sempre que um momento amoroso se expressa, como no parto e no encontro sexual. Além disso, a sua hormona oposta, a adrenalina, fundamental para o orgasmo, é a mesma implicada no reflexo de ejeção do bebé. Fácil fica, para qualquer observador perspicaz, perceber que existe um claro paralelismo entre os eventos do parto e os do sexo, fazendo-nos enxergar pela primeira vez o nascimento inserido nas forças sexuais de uma mulher.
Mais do que um evento biológico Mas tão logo percebemos a sexualidade escondida por detrás dos eventos que cercavam o nascimento, ficou-nos claro que as repercussões desta «nova» visão do nascimento só poderiam ser dramáticas. Já não seria possível encarar o parto como um evento biológico, artificialmente controlado em função das variáveis mecanicistas que são ensinadas na escola médica: feto, percurso e força contrátil. Haveria que se modificar totalmente a percepção do evento que passaria dos domínios do profano para o âmbito do sagrado. Através desta maneira radical de compreensão, tornava-se muito difícil continuar a entender o nascimento humano de uma forma mecanicista, pela evidência inequívoca de que a sexualidade extrapola claramente os limites da corporalidade.
Tanto quanto no sexo, existe muito mais no nascimento humano do que o que se pode encontrar no corpo e suas medidas. Assim sendo, abria-se automaticamente uma nova dimensão no nascimento, qual seja, a indissociabilidade das emoções e sentimentos ao lado dos eventos mecânicos já conhecidos. Ficou evidente que muitas mulheres falhavam em ter seus filhos de uma forma mais natural porque algo além do corpo as impedia.
Passamos a entender também que a própria sensação dolorosa estava nitidamente ligada à maneira como tais mulheres «sentiam» o parto, na integralidade dos processos participantes.Elementos muito mais subtis (mas não menos poderosos) do que as células, tecidos e órgãos actuam durante a prática sexual e o trabalho de parto. Caberia a nós, assistentes do nascimento, descobrir onde estavam estas outras «forças ocultas» que, assim como no sexo, alojavam-se em um estrato diferente da nossa consciência superficial.
Desta forma, a sexualidade, o prazer e o orgasmo entravam no discurso de um pequeno grupo de profissionais que percebiam a possibilidade que as mulheres tinham de aceder a estas sensações desde que específicas condições ambientais pudessem ser criadas. Tais condições nada têm de complexas, dispendiosas ou caras: trata-se de oferecer-lhes dignidade, privacidade, cuidado respeitoso e carinho. Praticamente as mesmas necessidades que qualquer mulher procura para um encontro de amor.
O orgasmo durante o trabalho de parto pode ter um potente efeito relaxante para a mulher. Algumas mulheres que tiveram orgasmos durante o processo relatam que isso lhes ofereceu um input incrementado de ocitocina. Tal influxo hormonal produziu - aparte de uma profunda sensação de bem-estar - a normalização da contratilidade uterina.
Entretanto, um orgasmo durante o trabalho de parto não é algo que se busca; não pode ser o foco objectivo deste evento ou algo a ser conscientemente alcançado. Por outro lado, ele pode ocorrer naturalmente quando a mulher, livre dos preconceitos e liberta das amarras do modelo que criminaliza a sexualidade feminina, se permite sentir as sensações que seu próprio corpo lhe oferece. Que diferença faz? Mas qual a vantagem de ter um parto orgásmico? Que diferença positiva isso poderia produzir na vida de uma mulher ou de um bebé? A este questionamento pode-se responder com uma pergunta: qual a vantagem de uma relação sexual prazerosa, com quem se ama, e que termina com um orgasmo? Um parto orgásmico é essencialmente um direito que cada mulher possui, mas para que um parto com tal nível de arrebatamento sexual possa ocorrer é necessário que os profissionais que prestam assistência possam oferecer as condições para que tal ocorra.
Se entendermos que as condições para que um parto seja orgásmico são as mesmas para oferecer tranqüilidade e harmonia durante o trabalho de parto, estaremos oferecendo às parturientes uma diminuição do stress e da ansiedade, com uma consequente quebra do círculo adrenalínico de medo-tensão-dor, descrito há décadas por Grantly Dick-Read como o principal complicador do processo de nascimento.
O orgasmo durante o nascimento só pode ocorrer quando todas as variáveis de segurança, afeto, tranqüilidade e equilíbrio emocional estiverem garantidas. Desta forma, o orgasmo será a conseqüência deste ambiente de positividade, e não sua busca objectiva. Pode aprender-se? Fica claro para qualquer bom entendedor que este tema não se presta a realização de cursos e «workshops». Como dito anteriormente, parto orgásmico NÃO é uma técnica, um método ou uma moda para mulheres burguesas que podem pagar por uma experiência diferente. Parto orgásmico é uma evidência empírica presente na experiência de inúmeros «assistentes» de parto e milhares de mulheres.
A princípio tal questão assustou alguns profissionais, mas depois os instigou a se perguntar o «porquê» de algumas mulheres o atingirem, enquanto tantas outras apenas tratavam do parto como um evento cercado de medo e dor.
Portanto, não se trata de fazer «cursos para partos orgásmicos», da mesma forma que não se ensina a uma mulher, através de aulas teóricas ou cursos, como atingir um orgasmo. É algo de sua experiência íntima, pessoal, assim como de sua história de vida.
Postado por Mireillie Jandorno às 08:07 1 comentários
Marcadores: Doula, Educadora perinatal, Humanizado, Nascimento, Natural, Obstetra, parto
03/07/08
Exposição de fotografias: O Bebê é Nosso
Convida a visitarem a exposição de fotografias: O Bebê é Nosso.
São ao todo 20 fotos de mulheres que tiveram o privilégio de vivenciar a intimidade do primeiro encontro com seu filho de forma mais tranqüila, comprovando a inutilidade da separação do bebê nesse momento.
As fotos foram tiradas por familiares e cedidas à Parto do Princípio.
A exposição será dentro do Santa Teresa de Portas Abertas
Data: 5 e 6 de julho,
Horário: 13h às 17h
Local: Parque do Museu Casa de Benjamin Constant / IPHAN
Rua Monte Alegre, 255 - Santa Teresa.
Crianças são bem vindas!
Informações:
Ana Lúcia Andrade
(21)8859-1432
anandra@partodoprincipio.com.br
Denise
(21)9797-1602
denise@partodoprincipio.com.br
Postado por Mireillie Jandorno às 16:01 0 comentários

